De pais para filhos - 4 caminhos para ensinar crianças a lidarem com dinheiro

Artigos e Notícias
27/10/2020
Ensinar o valor do dinheiro para as crianças pode fazer a diferença na sustentabilidade financeira que elas terão no futuro. Acompanhe as orientações do PhD Reinaldo Domingos neste artigo.
DSOP

Neste período de fim de ano é fundamental o debate sobre o papel dos pais no desenvolvimento da educação financeira dos filhos. 

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Principalmente pelo fato de que não se deve mais omitir sobre esse tema, já que, cada vez vemos pessoas que crescem e se tornam endividados e inadimplentes.

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"Diante de um cenário de consumismo desenfreado, população endividada ou frustrada por não conseguir realizar seus sonhos, ensinar como lidar com dinheiro e anseios para crianças e jovens tornou-se um dos principais desafios dos pais. Lembro que as famílias têm papel fundamental no significado que os filhos atribuem ao dinheiro e a forma como se lida com seus recursos financeiros pode influenciar a maneira como a criança irá administrar seus bens no futuro", explica Reinaldo Domingos, PhD em Educação Financeira e autor do livro Mesada não é só dinheiro (Editora DSOP).

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Domingos conta que muitos pais, que não receberam orientações dessa natureza, encontram dificuldades em transmitir esse tipo de conhecimento. 

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Um dos caminhos para famílias educarem financeiramente seus filhos é estimular que estes identifiquem seus sonhos de curto, médio e longo prazo, ensinando a investigar quanto custam esses e, junto com os pais, começarem a poupar. 

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Reinaldo Domingos preparou quatro orientações para educar financeiramente os filhos

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Começar cedo

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É uma característica das crianças serem muito observadoras e logo cedo começam a entender a importância do dinheiro na vida dos pais, em paralelo tem estabelecido os desejos de consumo, assim, a partir da percepção deste entendimento, que ocorre normalmente por volta dos três anos, já deve ter início a educação financeira.

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Frequentemente eles observam os adultos entregarem dinheiro, cartões, cheques em vários locais em troca de mercadorias. Ou seja, observam que troca dinheiro por coisas que se quer ter. 

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Ao mesmo tempo, crianças e jovens estão expostos às mensagens publicitárias que estimulam o desejo de ter. São duas forças importantes que movimentam a sociedade e, portanto, precisam ser bem compreendidas.

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Combater o consumismo

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O antídoto para os possíveis efeitos nocivos do estímulo ao consumo é envolver esses nas decisões familiares sobre os gastos, colocando os sonhos em primeiro lugar. 

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Temos de mostrar que é preciso ter objetivos, fazer escolhas e que nada é mágico, porém, tudo é possível, desde que o dinheiro seja usado com foco e sabedoria. 

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Dessa forma, habitua-se às crianças e jovens que acordos não significam negação, mas sim negociação. Eles perceberão que é possível ter, porém, nem sempre no momento que se quer. 

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Essa prática também ajuda a aliviar o sentimento de culpa de muitos pais porque, nesse exercício, eles também aprendem a se reeducar financeiramente e deixam de ver o dinheiro – ou o poder de compra – como uma válvula de escape para suprir lacunas em outros aspectos da vida.

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Problema da falta de educação financeira

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Uma criança que não é educada financeiramente trará grandes problemas de descontrole para os pais, por querer tudo que vê e fazer ‘birra’. 

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A exposição das crianças às ações publicitárias faz com que estas se tornem cada vez mais consumistas. 

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Hoje a criança é elevada ao status de consumidora sem estar preparada, a publicidade utiliza propagandas apelativas que causam desejos imediatos e isso não significa necessariamente que ela é consumista, pois, esse desejo será rapidamente esquecido. 

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Uma situação que indica uma criança excessivamente consumista é quando ela gasta todo seu dinheiro da mesada e logo pede mais dinheiro para seus pais. Porém, não existe um índice que mostre qual o grau que esse problema atingiu.

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Você é o exemplo

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Os pais são referências para os filhos, sendo assim, serão o espelho para a construção dos seus valores, por isso é extremamente importante ter cuidado. 

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Se a criança vê os pais comprando sem parar, vão tender a seguir esse exemplo e acabar ficando desta forma. 

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Assim, é fundamental ter muito cuidado com o exemplo que os familiares passam e desde cedo demonstrar que a felicidade não está associada ao consumismo desenfreado e sim na atitude de atingir seus objetivos. 

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No caso do exemplo externo, a família também terá um papel de grande relevância, que é o de estabelecer os limites para esta atitude. 

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Os pais podem reforçar ou não a atitude consumista da criança e se o comportamento não mudar nesse primeiro momento é muito provável que ela se torne um adulto sem limite nos seus gastos.

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